O ducado mais popular e que todos
conhecem, certamente, dos livros de história. Foi o primeiro agraciado D. João
Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun, 1º duque
com honras de parente, 1º marquês e conde de Saldanha.
Neto do marquês de
Pombal, nasceu a 17 de Novembro de 1790, foi marechal-general do exército
português, par do reino, ministro plenipotenciário em Londres; Grã-Cruz das
Ordens de Cristo, Conceição de Vila Viçosa, Santiago, S. Fernando de Espanha,
Legião de Honra de França, São Gregório no Vaticano, Pio IX no Vaticano, Ernesto
o Pio de Saxónia-Coburgo, de Leopoldo da Áustria, do Leão dos Países Baixos, de
São Maurício e de São Lázaro de Itália, de Leoplodo da Bélgica, de Alberto o
Valoroso da Saxónia, do Salvador da Grécia, da Águia Branca da Rússia e de
Carlos III de Espanha; Cavaleiro do Tosão de Ouro de Espanha, da Santíssima
Anunciada de Itália e São João de Jerusalém.
Começou os estudos na Academia Real
da Marinha e aos 14 anos tornou-se cadete no regimento de Infantaria 1. Aquando
das invasões francesas requereu baixa oficial do exército por não querer servir
sob tutela de Napoleão. Teve como mestre de táctica militar o general Beresford,
do exército da coroa britânica, e com apenas 18 anos foi promovido a major. Sob
o comando do duque de ferro distinguiu-se na batalha de Salamanca contra os
franceses sendo logo em 1812 promovido a tenente-coronel passando à frente de 23
candidatos, alguns sendo mesmo do próprio exército britânico. Em 1826 tornou-se
ministro da Guerra. Adepto fervoroso da causa liberal exila-se em Londres com a
tomada de poder dos absolutistas. Com a tomada do Porto é-lhe conferido o cargo
de marechal pelo regente D. Pedro, duque de Bragança. Torna-se líder de oposição
no primeiro governo de S. M. D. Maria II. Com o governo cartista de Costa Cabral
vira a sua carreira para a diplomacia, sendo embaixador em Londres, Madrid e
Viena. Foi presidente do conselho de ministros em Dezembro de 1848, derruba o
Cabralismo em 1851 e substitui El-Rei D. Fernando como comandante-chefe do
exército português e assume novamente a presidência do ministério. Foi o
fundador do movimento (e mais parte partido) regenerador e fez passar o primeiro
Acto Adicional à Carta Constitucional. A partir de 1856 dedica-se somente à
carreira diplomática. Faleceu a 21 de Novembro de 1876 e jaz no Panteão Real de
São Vicente de Fora com os restantes Reis de Portugal, uma honra verdadeiramente
excepcional só concedida a si e aos duques da Terceira.
É o actual duque S. Excª D. José
Augusto de Saldanha Oliveira e Daun, 5º duque de Saldanha, 4º marquês de
Saldanha, confirmado por alvará do Conselho de Nobreza de 1971), nasceu a 15 de
Março de 1921 e casou com a Sr.ª. Alice Duarte em 1943. Tem dois filhos: D. João
Carlos (3º conde de Saldanha) nascido em 14 de Abril de 1946 e D. Nuno Manuel
(4º conde de Almoster) nascido a 10 de Abril de 1948.
Criações:
·
Parente da Casa Real – Decreto de 30 de Outubro de 1862
·
Ducado de Saldanha – Decreto de 4 de Novembro de 1846
·
Marquesado de Saldanha – Decreto de 27 de Maio de 1834
·
Condado de Saldanha – 1827, confirmado por decreto a 14 de Janeiro de 1833
·
Condado de Almoster – Decreto de 1 de Dezembro de 1834
Foram duques de Saldanha :
1)
D.
João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun (1790-1876).
2)
D.
João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun (1825-1880), 5º filho do primeiro
casamento do marechal 1º duque.como marquês de Saldanha foi adido de legação e
tenente-coronel do exército, nasceu e morreu na cidade do Porto. Casou com D.
Júlia de Sousa Guimarães, 4ª filha dos 1ºs condes do Bolhão.
3)
D.
João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun (1889-1954), 3º conde de Almoster,
autorização de El-Rei D. Manuel II (1920) sobre todos os títulos e certificado
do Conselho de Nobreza (1947). Neto do 2º duque.
4)
D.
José Augusto de Saldanha Oliveira e Daun (1894-1970), irmão do precedente.
5)
D.
José Augusto de Saldanha Oliveira e Daun (1921- )
Marechal
Duque de Saldanha
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Túmulo do 1º duque do
Saldanha no panteão real de São Vicente de Fora.