

O 1º duque da Terceira foi um dos
heróis do liberalismo português alcançando notoriedade idêntica à do marechal
Saldanha.
Foi o 1º duque Sua Excelência D. António José
de Sousa Manuel de Menezes Severim de Noronha, nasceu a 18 de Março de 1792,
sucedeu a seu pai no condado de Vila Flor e foi seu 1º marquês e 1º duque da
Terceira. Foi também copeiro-mor, estribeiro-mor, gentil-homem da câmara
d’El-Rei D. João VI, moço-fidalgo da casa de S. M. a raínha D. Maria I,
condestável e par do reino, conselheiro de estado, ministro e secretário de
estado honorário, ministro plenipotenciário, grã-cruz das Ordens de Torre e
Espada, S. Bento de Aviz, da Conceição de Vila Viçosa, de São Fernando e de
Carlos III de Espanha, de Ernesto o Pio de Saxe-Coburgo-Gotha, de Leopoldo da
Bélgica, da Legião de Honra de França, do Leão e da Coroa de Carvalho nos Países
Baixos, de São Leopoldo da Áustria, da Águia Vermelha da Prússia, de São
Januário das Duas Sicílias, de São Maurício e de São Lázaro da Sardenha, e de
Alberto o Valoroso da Saxónia, comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da Águia
Negra da Prússia, marechal do exército português, presidente do Supremo Conselho
de Justiça Militar, ajudante de campo de El-Rei D. Pedro V.
Foi comandante em chefe do
exército libertador
em 1832 e desembarcou a 9 de Julho nas praias do Mindelo para repor a regência
de Sua Alteza Real D. Pedro (IV), duque de Bragança e tomou Lisboa sendo
recebido com entusiasmo pelos populares. Faleceu a 26 de Abril de 1860. Casou
duas vezes, primeiro com D. Maria José do Livramento e Mello (1793-1818), sua
prima direita e em segundas núpcias com a sua outra prima D. Maria Ana Luísa
Filomena de Mendonça (1808-1866) filha dos marqueses de Loulé e irmã do 1º duque
de Loulé.
Com o falecimento do 1º duque sem
herdeiros sobreviventes (houve um filho do primeiro casamento que faleceu
passado um ano) o ducado da Terceira fica extinto por falta de herdeiros deste
primeiro titular. Decidiu Sua Alteza Real o Sereníssimo Príncipe D. Duarte Pio
que este glorioso título não caísse no esquecimento e ouvido o seu Conselho de
Nobreza decidiu reavivar o ducado da Ilha Terceira nos seus representantes e
herdeiros genealógicos, os condes de Vila Flor, especificamente na pessoa de Sua
Excelência a 10º condessa de Vila Flor e 3ª condessa de Alpedrinha e por
casamento 4ª condessa de Azarujinha, D. Maria Luísa da Conceição de Almeida
Manuel de Vilhena de Freitas (1926-1998), escritora e bancária, assessora do
primeiro-ministro Prof. Cavaco Silva no 10º governo constitucional, dama de
honra de devoção da Ordem Soberana de Malta. Sucedeu-lhe nas honras o seu neto
D. Lourenço da Bandeira Manuel de Vilhena de Freitas, 3º duque da Terceira, 4º
conde de Alpedrinha, nascido a 21 de Dezembro de 1973, jurista e casado com Srª
Maria Madalena Sassetti. Foi adjunto do secretário de estado dos assuntos
fiscais do 15º governo constitucional (2002), no Governo do
primeiro-ministro Santana Lopes, substituto do Chefe de Gabinete na Secretaria
de Estado da Administração Pública, e na Secretaria de Estado da Presidência.
Aguarda provas de doutoramento em 2010.
Criações
·
Parente da Casa Real – 8 de Novembro de 1832
·
Ducado da Ilha Terceira – 8 de Novembro de 1832
·
Marquesado de Vila Flor – 14 de Janeiro de 1833, extinto
·
Condado de Vila Flor – 23 de Junho de 1661
·
Condado da Azarujinha – 23 de Setembro de 1890
·
Condado de Alpedrinha – 30 de Agosto de 1854
·
Viscondado da Azarujinha – 11 de Agosto de 1870, extinto
·
Senhorio de Vila Flor do Alentejo – 29 de Setembro de 1659
·
Senhorio da Zibreira – 2 de Novembro de 1711
Foram duques da Terceira:
1)
D.
António de Noronha (1792-1860).
2)
D.
Maria Luísa da Conceição de Almeida Manuel de Vilhena (1926-1998).
3)
D. Lourenço da Bandeira Manuel de Vilhena de Freitas (1973-
).